sábado, 17 de agosto de 2019

ANNIE BESANT

Ilust.

"Annie Wood Besant (Londres, Inglaterra, 1 de outubro de 1847 – Adyar, Madras, Índia, 30 de setembro de 1933) foi uma teósofa, militante socialista, maçom, ativista e defensora dos direitos das mulheres, ..." (ler+)

O Ilust.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

CONSTANÇA TELES DA GAMA


I.P.13




ACap.13

"... Nos últimos meses tenho vindo a juntar alguma informação sobre a minha avó, D. Constança Teles da Gama (Cascaes), nascida em 1877, e que, nos tempos conturbados da 1ª República, desenvolveu algumas acções de caracter humanitário junto dos presos políticos (quase todos eles monárquicos) e suas famílias, que se viram, de um momento para o outro, privados dos mais elementares meios de sobrevivência. A minha avó realizou várias campanhas para angariação de fundos, fundou uma tipografia, interveio diversas vezes junto das “altas autoridades” da época, enfim..... tal foi o barulho que acabou presa no Aljube acusada de conspiração contra a República.

As informações que aqui venho solicitar não são tanto de caracter genealógico mas sim relativas à possível existência de testemunhos, relatos escritos, dedicatórias ou artigos da época que façam referência a este assunto. A título de exemplo posso referir que já tive acesso a duas publicações, se assim se podem definir, chamadas “A Neta do Gama no Aljube” e “Anjo da Caridade”.

Desde já agradeço a todos os que se dignaram a ler esta mensagem e de modo especial àqueles que me possam ajudar na execução deste trabalho.

Pedro Siqueira de Almeida" (daqui)

"... Ocorre-me a passagem por essas masmorras de uma minha tia-Avó, Dona Constança Telles da Gama, a quem presto hoje homenagem e cujo único crime consistiu em prestar ajuda humanitária a soldados dos mais diversos pontos do País que, às ordens de superiores hierárquicos, como é dever de qualquer militar, ali se encontravam presos, por haverem participado nas “Incursões Monárquicas”.

Explico-me melhor: alguns oficiais, sob o comando de Paiva Couceiro, entenderam manter-se fiéis ao juramento a que todos os militares eram obrigados, de combater pelo Rei e pela Pátria, e retiraram-se para a Galiza, de onde tentaram, por mais de uma vez, restituir o Trono a D. Manuel II. Decisão discutível, é certo, mas que competiu apenas aos oficiais. Quanto aos soldados sob as suas ordens, apenas foram culpados de respeito pelas hierarquias, o que os trouxe, após alguns desaires militares, às prisões de Lisboa.

A “criminosa” a que me refiro, ali esteve presa pelos republicanos, acusada de tentar minimizar o sofrimento desses presos anónimos, que se encontravam longe das suas famílias e nas mesmas condições (que não com as mesmas culpas) de que se queixam agora os antifascistas, pedindo e mobilizando pessoas amigas para lhes poder providenciar algumas roupas, medicamentos, tabaco (que ainda não era proibido), bem como estabelecimento de contacto com as famílias, já que muitos nem escrever sabiam. ..." 
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AMon.16

domingo, 30 de junho de 2019

domingo, 23 de junho de 2019

LUCÍLIA PERES

ACap.

" Essa grande dama do teatro brasileiro nasceu em Lorena-SP, sendo seus pais o ator Gil Ribeiro e a atriz Olimpia Montani. Foi casada com o dramaturgo e teatrólogo Álvaro Peres.
..." (ler+)

terça-feira, 4 de junho de 2019

AGUSTINA BESSA-LUÍS

D.deN.

Destak

C.daM.





"... Agustina também gostava de cultivar essa imagem de senhora doméstica ou não?
Acho que ela se divertia com isso, com os juízos precipitados que poderia infundir nos outros e que obviamente sabia não corresponderem à verdade. Ela não tinha o mínimo complexo em relação às origens. Pelo lado materno, provém de uma família com raízes na aristocracia do Douro; pelo lado paterno, provém de uma espécie de fidalguia liga à propriedade da terra, ou seja, origens rurais. Não se envergonhava minimamente. Penso que essa faceta de senhora doméstica, ou de escritora doméstica, era de facto cultivada, porque Agustina não queria saber do que dissessem. ...

... Logo a seguir, escreve o segundo romance, Os Super-Homens, que será no conjunto da obra, visto hoje, um romance de menor qualidade. Jaime Brasil, na altura crítico do suplemento literário de “O Primeiro de Janeiro”, arrasou o romance. Não o fez por ser um livro fraco do ponto de vista narrativo ou estético, mas porque o considerava imoral e indecente. Chegou ao ponto de afirmar que uma senhora não escreveria páginas como aquelas e indirectamente comparou a autora com uma cabra com o cio. O romance continha várias cenas de sexo, uma referência a um aborto provocado e falava de uma rapariga que se envolve com um rapaz sem estar apaixonada ou ter intenção de arranjar noivo. O crítico achou inconcebível. ..." (ler+)


"... Estreou-se como uma brilhante romancista em 1949, ao publicar a novela Mundo Fechado, mas seria o romance A Sibila, publicado em 1954 que constituiu um enorme sucesso e lhe trouxe imediato reconhecimento geral. E é com A Sibila que atinge a total maturidade do seu processo criativo.

É conhecido o seu interesse pela vida e obra de um dos grandes expoentes da escola romântica, Camilo Castelo Branco, cuja herança se faz sentir quer a nível temático (inúmeras obras de Agustina se relacionam com a sociedade de Entre Douro e Minho), quer a nível da técnica narrativa (explorou ficcionalmente a própria vida de Camilo). Essa filiação associa Agustina à corrente neo-romântica, como defende Eduardo Lourenço. ..." (daqui)