sábado, 15 de julho de 2017

MERCEDES BLASCO

Serões1908

BrancoeNegro1897

O Antº Mª 1898


O Occidente 1908





Serões1908


I.P.1919





I.P.1920


D.L.1923

I.P.1923

Dom. Ilust.1925

D.L.25

D.L.28

SempreFixe31

Ilust.32


Ilust.1938


D.L.1938








D.L.1959

D.L.1960

D.L.1961

7 comentários:

  1. Boa noite. Gosto muito de Mercedes Blasco e dei-me conta de que praticamente ninguém a conhece. Tenho alguns dos seus livros, inclusive com autógrafo. Tem mais informações sobre ela ou sabe onde poderei aceder a mais informação? Agradeço toda a ajuda.
    Poderá contactar-me para o mail: scarlett.valquiria09@gmail.com

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  2. Boa noite, Scarlett.
    Compartilho consigo uma paixão recente pela Mercedes Blasco. Embora a "conheça" desde criança - sou seu sobrinho bisneto - só agora começo a compreender o que ela foi e o que sofreu. Devo-o em parte à Júlia Coutinho, que escreveu um excelente artigo sobre ela, agora publicado no catálogo "O fado e o teatro", do Museu do Fado. Se quiser contactar-me, o meu email é luisnoikos@gmail.com.
    Um abraço,
    Luís Anjos

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  3. Tomo a liberdade de publicar e partilhar a vida de Mercedes Blasco um video que elaborei em memória de uma Estrela no mundo do espectáculo, em várias vertentes e em particular no mundo do Fado, alguém passou ao esquecimento a partir de uma certa altura de sua vida. Mercedes Blasco foi uma das primeiras embaixatrizes do Fado pelo mundo fora, Atriz de Operetas, escritora, compositora, cantora Fadista em quanto tocava Guitarra Portuguesa. Uma retrospectiva de sua vida ao longo de 94 anos. Uma minha Conterrânea uma Heroína das Minas de São Domingos.
    https://www.youtube.com/watch?v=Cso36Ez9KXM

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    1. Obrigada pelo vídeo. Incorporei-o na página.

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  4. https://www.youtube.com/watch?v=Cso36Ez9KXM

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  5. Retrospectiva de uma estrela 1867-1961

    https://www.youtube.com/watch?v=dCNPFhrmrUQ

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  6. CAMINHO DE ESTRÊLAS
    " ...Quando foi a minha grande aventura pelos palcos dêsse mundo nomes da aristocracia, das artes, e da literatura, representado, lado a lado, com grandes artistas.
    Acontece, porém , que para Yvette Guilbert o destino abriu uma excepção extraordinaria. Conheci-a, sem a conhecer ainda, seguindo de longe, daqui dos nossos teatros, o seu caminho glorioso. E assim me habituei a admirá-la. Mas não é nisto que reside o ponto original das minhas relações espirituais com Yvette, sem nunca a ter visto senão em retrato. Já não saber. Como eu conhecesse vários idiomas, entre êles, muito bem o francês, lembrou-se o eminente, crítico teatral Colares Pereira, falecido Há pouco, de sugerir-me a idéia de imitar a grande cançonetista. Eu só sabia da sua "maneira" especial de detalhar um couplet, pelos seus biógrafos e críticos. Mas êsse pormenor não me assustou. Mandei vir de Paris grande parte do seu reportório e tratei de assimilar o feitio artístico da famosa intérprete da Lanterne.
    As suas canções eram de um realismo fortíssimo, mas ela dizia-as, sem um esgar, sem um gesto, quási automáticamente, enfiada naquele vestido verde mar, que ficou célebre como as suas compridas luvas pretas que passavam do cotovelo.
    E, vestida como ela e como ela enluvada, exibi-me primeiro em sessão particular, perante diplomatas estrangeiros e jornalistas.
    Todos foram unanimes em admitir que Yvette nunca tivera quem tão fielmente a reproduzisse, ela, que era a artista mais imitada do seu país. Depois, no trindade, o palco da minha estreia e dos meus saudosos exitos, apresentei-me, no género, ao grande público. Mesmo os que nunca daqui tinham saído, acharam delicioso o geito da famosa diseuse, geito que uma portuguesita atrevida ousou trazer a palcos portugueses. Auxiliava-me poderosamente a minha disposição natural para a cançoneta.
    Vejo ainda, no camarote real, a nossa bondosa Rainha D. Amélia, que ria das engraçadas peripécias, que eu contava com ar frio, imperturbável e inocentíssimo de quem não compreende as barbaridades que está dizendo.
    Les trois petites filles, Le petit cochon e Je suis pocharde, foram apresentadas por mim, diziam, como de Yvette estivesse cantando essas canções, em frente dum espelho. O meu trabalho mereceu ao ilustre autor do Barão de Lavos, Abel Botelho, uma referência entusiástica.
    Não foi propositadamente que trouxe para aqui esta passagem da minha vida de actriz; mas tenho que falar de Yvette era natural que me referisse a êste facto, que não deixa de ser curioso. O mais curioso é, que anos mais tarde, eu ter-lhe sucedido, no programa do Coliseum de Londres, tomando exactamente o lugar que ela deixara nas vésperas..."

    https://www.youtube.com/edit?video_id=JI-CYdlPH7s

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